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Roteirização4 min de leitura

Como criar rota com várias paradas no Google Maps (e os limites)

Passo a passo para criar rota com várias paradas no Google Maps — e os limites reais: 10 paradas, sem otimização automática da ordem e sem rastreamento. Veja o que fazer quando isso não basta.

Equipe OtimizaRota

Equipe OtimizaRota

30 de abril de 2026

Como criar rota com várias paradas no Google Maps (e os limites)

O Google Maps é a ferramenta que quase todo mundo usa quando precisa fazer mais de uma entrega no mesmo trajeto. É gratuito, já está no celular e funciona bem para o básico.

Mas ele tem limites que aparecem exatamente quando o volume aperta. Neste guia você vai ver o passo a passo para criar uma rota com várias paradas e, logo depois, os três limites que fazem qualquer operação de entrega bater na parede.


Passo a passo no aplicativo (celular)

  1. Abra o Google Maps e toque em Rotas.
  2. Digite o ponto de partida e o primeiro destino.
  3. Toque nos três pontinhos no canto superior direito e escolha "Adicionar parada".
  4. Repita para incluir os demais endereços, na ordem que quiser.
  5. Toque em "Concluído" e depois em "Iniciar" para navegar.

Simples. Para 3 ou 4 entregas próximas, resolve.


Passo a passo no computador (Maps web)

No navegador dá para montar a rota com mais calma antes de mandar para o celular:

  1. Acesse o maps.google.com e clique em Rotas.
  2. Informe origem e destino.
  3. Clique em "Adicionar destino" para incluir cada parada.
  4. Você pode arrastar os endereços para mudar a ordem manualmente.
  5. Envie a rota para o seu celular pela opção de compartilhar.

Aqui já aparece a primeira frustração: você pode reordenar, mas é você quem decide a sequência — não o mapa.


Limite 1: só 10 paradas

O aplicativo do Google Maps permite no máximo 10 paradas por rota (contando origem e destino). Quem faz 15, 30 ou 60 entregas num dia precisa quebrar em vários blocos e ficar recriando rota o tempo todo.

Existem contornos — ferramentas e extensões que estendem para 25 endereços, ou o My Maps para salvar muitos pontos — mas todos adicionam trabalho manual e nenhum resolve o ponto seguinte.


Limite 2: ele não escolhe a melhor ordem

Esse é o limite mais caro e o menos percebido.

O Google Maps encontra o melhor caminho entre dois pontos. Mas quando você tem várias paradas, ele não calcula qual é a sequência mais curta para visitar todas. Ele simplesmente conecta os endereços na ordem em que você digitou.

Na prática: se você não organizar os endereços com cuidado na cabeça, o motoboy cruza o bairro de um lado para o outro sem necessidade. Em uma operação com dezenas de entregas, esse improviso vira quilômetros a mais, combustível queimado e entrega atrasada — todo dia.

Otimizar a ordem de muitas paradas é um problema matemático difícil (é o famoso "problema do caixeiro-viajante"). O Google Maps não foi feito para resolvê-lo — explicamos como um algoritmo resolve isso em o que é roteirização e como ele escolhe a melhor rota.


Limite 3: sem gestão de entregadores nem rastreamento do cliente

O Google Maps é uma ferramenta de navegação individual. Ele não sabe que você tem quatro motoboys e precisa dividir 40 pedidos entre eles de forma equilibrada. E não oferece ao cliente final um link para acompanhar a entrega no mapa — aquilo que os grandes apps de delivery acostumaram todo mundo a ter.

Resultado: a coordenação acaba acontecendo no grupo de WhatsApp, na base do "quem tá livre?", e o cliente liga perguntando "cadê meu pedido?".


Quando o Google Maps deixa de bastar

Um resumo honesto:

  • Até ~8 entregas, um entregador, você monta na mão: Google Maps resolve. Se quiser explorar as opções gratuitas antes de pagar, veja o que dá e o que não dá pra fazer de graça.
  • Mais de 10 paradas, ou vários motoboys, ou cliente pedindo rastreio: você já estourou os limites da ferramenta.

É exatamente nesse ponto que existe o roteirizador: um sistema que pega a lista inteira de endereços, calcula a melhor sequência automaticamente, distribui as rotas entre os entregadores e ainda dá ao cliente o link de acompanhamento.

Não é que o Google Maps seja ruim — ele só foi feito para outra coisa. Traçar a rota de uma operação de entrega com volume é justamente o que ele não faz.


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