Blog
Gestão de Entregas5 min de leitura

Como vender no iFood: o guia honesto para restaurantes

Cadastro, planos e taxas do iFood em 2026, passo a passo — e a conta que mostra quando vale a pena e quando combinar com entrega própria.

Equipe OtimizaRota

1 de setembro de 2026

Existem dezenas de guias de "como vender no iFood". Este aqui se propõe a ser o honesto: além do passo a passo do cadastro, ele faz a conta que a maioria pula — quanto do seu faturamento fica com a plataforma em cada plano, e em que momento vale combinar o iFood com uma operação de entrega própria.

Vamos na ordem: o que você precisa, como se cadastrar, os planos e taxas de 2026, e a estratégia que protege a margem.


O que você precisa antes de começar

  • CNPJ ativo — MEI serve, desde que o CNAE seja compatível com alimentação;
  • Conta bancária jurídica no mesmo CNPJ, para receber os repasses;
  • Cardápio com fotos (as fotos pesam mais do que parece na conversão);
  • Celular ou computador para receber os pedidos — o gestor de pedidos do iFood roda em ambos.

Como se cadastrar, passo a passo

  1. Acesse o portal do parceiro do iFood e clique em cadastrar restaurante.
  2. Informe CNPJ, dados do responsável e endereço da loja.
  3. Escolha o plano (a decisão mais importante — seção abaixo).
  4. Monte o cardápio: itens, descrições, fotos e preços.
  5. Defina horário de funcionamento e área de entrega.
  6. Aguarde a validação e faça o pedido-teste.

O cadastro em si é simples. O que define o resultado é o que vem depois: plano, operação e nota.


Os dois planos — e as taxas de 2026

A escolha entre os planos é, na prática, a escolha de quem faz a sua entrega:

Plano Básico Plano Entrega
Quem entrega Seus entregadores Entregadores do iFood
Comissão ~12% 23%
Taxa de pagamento online 3,2% 3,5%
Total por pedido ~15,2% ~26,5%
Mensalidade R$ 110 R$ 150

Valores praticados em 2026; a mensalidade é isenta para quem fatura menos de R$ 1.800/mês na plataforma. Confirme sempre as condições vigentes no Portal do Parceiro.

A conta por pedido: num pedido de R$ 100, sobram ~R$ 84,80 no Básico e ~R$ 73,50 no Entrega — antes de insumo, embalagem e promoção. Essa diferença de ~R$ 11 por pedido é o custo de terceirizar a logística. Com volume, ela paga (com folga) uma operação de entrega própria — fizemos essa comparação completa em delivery próprio vs. iFood: a conta real.

Vale a pena vender no iFood?

Depende do papel que ele ocupa no seu negócio:

  • Como vitrine, sim. O iFood é onde o cliente novo procura comida. Estar lá é marketing que se paga por pedido, sem investimento fixo em aquisição.
  • Como canal único, raramente. Entre comissão, taxa online, mensalidade e promoções para ranquear, algo entre 20% e 30% do faturamento fica na plataforma — e o cliente é da plataforma, não seu.

A estratégia que costuma fechar a conta é usar os dois canais para papéis diferentes: iFood para ser descoberto, canal próprio (WhatsApp, telefone, site) com entrega própria para o cliente recorrente. Escrevemos sobre essa transição em você não está preso no iFood — está preso na roteirização.


A operação do dia a dia: gestor de pedidos e nota

Depois de aprovado, sua rotina acontece no gestor de pedidos (o painel que recebe e confirma os pedidos) e no Portal do Parceiro (cardápio, promoções, financeiro e relatórios).

O que sustenta o ranqueamento na plataforma:

  • Tempo de aceite baixo — pedido parado derruba a loja na vitrine;
  • Nota alta e constante — e a maior causa de avaliação ruim é atraso na entrega;
  • Cardápio com fotos e descrições completas;
  • Horário cumprido — loja que fecha antes do anunciado perde posição.

Plano Básico + entrega própria: onde a margem mora

Se a sua operação já tem (ou pode ter) motoboys, o Plano Básico transforma o iFood num canal de ~15% em vez de ~26,5% — mas devolve para você o problema que o Plano Entrega terceirizava: a logística.

É aqui que a maioria tropeça. Com 20, 40 pedidos no pico, decidir na mão quem leva o quê e em que ordem custa quilômetros, atraso — e a nota que sustenta seu ranqueamento no próprio iFood. O caminho para não tropeçar:

  1. Decida o modelo de entregador — próprio, MEI ou sob demanda: a conta que decide está aqui.
  2. Roteirize em vez de improvisar — um roteirizador de entregas calcula a melhor ordem das paradas e divide os pedidos entre os motoboys automaticamente.
  3. Meça o custo por entregaa fórmula está aqui; é ela que prova que o Básico compensa.

Restaurante com entrega própria é exatamente o caso do OtimizaRota: cole os pedidos do pico, receba as rotas otimizadas divididas entre os motoboys e dê rastreamento ao cliente — veja como funciona para restaurantes. Teste 7 dias grátis, sem cartão →


Resumo: qual caminho para o seu momento

Situação Caminho
Começando do zero, sem entregador Plano Entrega — pague os ~26,5% enquanto valida o produto
Volume crescendo, margem apertando Plano Básico + entrega própria roteirizada
Base de clientes fiel iFood como vitrine + canal próprio (WhatsApp) para recorrentes

Se o próximo passo é assumir a entrega, comece de graça: o OtimizaRota é um roteirizador de entregas grátis por 7 dias — monte as rotas do seu pico de amanhã e compare com a operação de hoje. Testar agora →

Perguntas frequentes

Quanto custa vender no iFood?
Em 2026, o Plano Básico cobra cerca de 12% de comissão + 3,2% de taxa de pagamento online, e o Plano Entrega cobra 23% + 3,5%. Há ainda mensalidade (R$ 110 no Básico, R$ 150 no Entrega), isenta para quem fatura menos de R$ 1.800/mês na plataforma. Confirme os valores vigentes no Portal do Parceiro, pois eles mudam.
Precisa de CNPJ para vender no iFood?
Sim — o cadastro exige CNPJ ativo (MEI serve, desde que o CNAE seja compatível com alimentação), além de conta bancária jurídica e um celular ou computador para receber os pedidos.
Vale a pena vender no iFood?
Como vitrine e canal de aquisição, quase sempre: é onde o cliente está. Como canal único, raramente — entre comissão, taxa online e promoções, 20% a 30% do faturamento fica na plataforma. A conta que costuma fechar é usar o iFood para ser encontrado e ter um canal próprio (WhatsApp/site) com entrega própria para os clientes recorrentes.
Dá para vender no iFood usando meus próprios entregadores?
Sim — é exatamente isso que o Plano Básico permite: o pedido chega pelo iFood e a entrega é sua, com comissão bem menor que a do Plano Entrega. Você precisa dar conta da logística: montar rotas, despachar os motoboys e acompanhar as entregas.
Como aparecer mais no iFood?
Os fatores que mais pesam: nota alta e constante, tempo de aceite e de entrega baixos, cardápio completo com fotos, loja aberta dentro do horário prometido e participação em promoções. Avaliação ruim e atraso derrubam o ranqueamento — e a entrega é a maior causa dos dois.